Manhã cedo...
Résteas de nevoeiro misturam-se com o cheiro a terra...
O orvalho entrenha-se na pele e arrefece o corpo;
Nuvens de fumo misturam-se com as palavras que vou dizendo
(Em voz baixa porque tu escutas no silêncio
E eu não quero ser ouvido).
E caminho pelas terras da minha terra ....
Rezo, penso, medito, contemplo.
Eis quando dou por mim na incessante busca de ti
E procuro-te para lá dos montes ...
Queria estar contigo
Queria que estivesses aqui
E deixo-me encontrar por ti.
Que bom é estar aqui contigo
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
Onde tu estas....volta a vida
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Encontro 1
Não consigo calar esta fome de ti
Não quero parar esta busca de ti
Não posso estagnar esta vontade de ti
E busco-te hoje como ontem
Procurar-te-ei amanhã como hoje
E não me cansarei nem irei desistir
Sei que um dia te vou encontrar
Sei que nesse dia nada direi
Sei que ficarei na contemplação
E deixarei que o tempo pare
E deixarei que a mente não pense
E entregar-me-ei no teu abraço
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Eterna busca de ti
No fim da estrada vi uma luz
Corri e nela entrei
Fiquei cego e perdi-me
Corri mais ainda até ao fim
No fim da estrada estavas Tu
Não duvidei nem hesitei
Lancei-me, mergulhei mesmo em Ti
Senti o teu abraço e perdi-me
Foram anos, tantos anos,
Em busca de Ti
Penso agora se realmente te encontrei
Porque temo perder as razões da procura
Não quero que seja um sonho
Porque,afinal, o meu viver
É procurar-te.
Onde estas?
Fiquei cego e perdi-me
Corri mais ainda até ao fim
No fim da estrada estavas Tu
Não duvidei nem hesitei
Lancei-me, mergulhei mesmo em Ti
Senti o teu abraço e perdi-me
Foram anos, tantos anos,
Em busca de Ti
Penso agora se realmente te encontrei
Porque temo perder as razões da procura
Não quero que seja um sonho
Porque,afinal, o meu viver
É procurar-te.
Onde estas?
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Natal
Dizem que nasceste e fazia frio
Dizem que era noite e estavas só
E dizem também que choravas...
Procuro o teu berço feito de palha
Escuto o teu choro feito silêncio
Sigo o teu rasto desaparecido
E não te vejo
E não te ouço
E não te encontro
Acendem-se as luzes e vejo-te na noite
Encontram-se os amigos e ouço-te falar
E a noite torna-se dia
E tu nasceste em mim
Porque é natal
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Busca
Fim de um novo ano
Não significa fim de busca
Continuo a procurar-te
Busco -te todos os dias
Procuro-te...
Encontro-te onde não deverias estar
Não te encontro onde deverias estar
E vivo em permanente procura .
Quando te encontrar não sei o que
Vou fazer
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
hora da morte
O sol batia-me nos olhos e cegava-me
o vento suprava-me nos ouvidos e falava-me
as mãos tremiam pelo frio que fazia
e o coração ardia de compaixão...
Éramos poucos ali instalados na imensidão do cemitério
Coloquei a voz para que fosse ouvida por todos
ninguem respondeu e ninguem falou
olhares envergonhados e cabisbaixos..
Pensei naquela vida que ali se despedia
imaginei os 70 anos vividos por aqui, por aí
Pensei nas alegrias e sofrimentos vividos
e perguntei por ti: onde estiveste ?
Por onde andaste? onde te revelaste?
E o meu pensamento foi interrompido
alguém clamou: nem um filho nesta hora".
O abandono de ti imaginado
foi abandono de veras vivido na hora da morte.
E sepultamos aquela vida, sem lágrimas
sem dor nem piedade.
Já a caminho de casa, no meio da confusão da cidade
o meu coração exclamava:
"onde estiveste? onde estas? para onde vás?"
terça-feira, 6 de novembro de 2018
E depois ... tu
Noite, escuro, frio, duvida, medo,
Ao longe ouço os sons da vida,
As luzes assinalam vida
No silêncio ....
Sentado olho o horizonte e penso
Rio e choro de felicidade.
Estás e ao mesmo tempo não estás
Conheço-te e és estranho
Vejo-te e não te reconheço
E é bom estar assim .
Reencontro-me comigo
E neste reencontro estás ausente
Fico tranquilo
Estás ausente e estás tão próximo
Eu estou aqui
Hoje como ontem
Se não nos encontramos
É porque não queres
É isso é bom
Sou eu
E tu serás tu ?
Desejo que sim
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