quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Banco da Praça III

Cá estamos .
 Estranho, no espaço  de poucos  dias a mesma hora virou noite, já escura. Foi-se o chilrear das andorinhas e voam no castelo os morcegos . A natureza no melhor do seu ciclo. Gosto de ver e registar . 
A praça agora é nossa …. SÓ NOSSA…. Minha e da Thalita .
 Deixo-a farejar os recantos e fico-me nos meus pensamentos . 
Estranho o ciclo da vida … e mais estranho por ser tão repetitivo e ao mesmo tempo novo e de uma agradável novidade . Vou percebendo que quando nos deixamos tocar e até dominar, a vida e os momentos da vida ganham outro sentido . Tudo se torna novo e tudo é agradável . Há paz, há serenidade, há confianca, tranquillidade e obviamente há amor . Sim o amor é isso mesmo: paz e confiança . 
No castelo há festa . Mas é tão bom estar lá sem lá estar; é tão bom simplesmente ser eu próprio . Como estou aqui na praça nesta noite serena. 
A Thalita saltou e sentou-se ao meu lado . Ambons gozamos e aproveitamos o silêncio da noite . Tão bom . Talvez nos deixemos dormir neste banco da praça. 

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

banco da praça II

Ca estamos de novo …
Eu e ela .,
Praça vazia . Noite caindo de forma serena e tranquila . 
Jean Paul Sartre sentava-se no banco de jardim para dizer mal de todos de tudo e da vida . Caia na Nausea que achava ser o Destino da humanidade. E regressava a casa rabujento pessimista e enraivecido. 
Eu sento-me neste banco e ao ouvir as andorinhas a chilrear ao ver as luzes em meia claridade ao sentir esta paz e tranquilidade penso como a vida è bela como gosto de viver e como è tão bom estar aqui e agora. 
A Thalita fareja corre senta-se e de novo se levanta para correr. Parece feliz . Como eu . 
Que bom estar aqui sem ser daqui . Que bom não ter Nausea . 
Creio que Sartre perdeu uma bela oportunidade para ser grato a quem um dia lhe deu a vida e um banco de jardim. 

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

banco de Praça I

Sentei-me no banco da praça.
 Está agora mais calma , porque as ultimas semanas têm sido de constante movimento. Dias longos foram dias de festa. 
Agora os dias já são mais curtos ( já è noite) e a praça voltou ao silêncio . 
Gosto dos dois momentos. Mas prefiro este . 
Agora a praça è minha , e da Thalita, minha companheira. 
Sento-me no banco e solto-a.
Fico a pensar …..
Gosto da noite calma e tranquila. Gosto de ouvir os grilos a cantar ( è assim que se diz?) e gosto de ficar aqui a pensar . 
Hoje è o primeiro post feito aqui… será, espero, o primeiro de muitos em que esplanarei os meus pensamentos, porque penso vir aqui todos os dias . 
Agora estou desejoso que cheguem as noites escuras, frias e silênciosas.
 Veremos . 
Até amanhã . 
Amo esta tranquilidade .