quinta-feira, 28 de março de 2019
Encontro 2
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
Onde tu estas....volta a vida
Manhã cedo...
Résteas de nevoeiro misturam-se com o cheiro a terra...
O orvalho entrenha-se na pele e arrefece o corpo;
Nuvens de fumo misturam-se com as palavras que vou dizendo
(Em voz baixa porque tu escutas no silêncio
E eu não quero ser ouvido).
E caminho pelas terras da minha terra ....
Rezo, penso, medito, contemplo.
Eis quando dou por mim na incessante busca de ti
E procuro-te para lá dos montes ...
Queria estar contigo
Queria que estivesses aqui
E deixo-me encontrar por ti.
Que bom é estar aqui contigo
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Encontro 1
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Eterna busca de ti
Fiquei cego e perdi-me
Corri mais ainda até ao fim
No fim da estrada estavas Tu
Não duvidei nem hesitei
Lancei-me, mergulhei mesmo em Ti
Senti o teu abraço e perdi-me
Foram anos, tantos anos,
Em busca de Ti
Penso agora se realmente te encontrei
Porque temo perder as razões da procura
Não quero que seja um sonho
Porque,afinal, o meu viver
É procurar-te.
Onde estas?
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Natal
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Busca
Fim de um novo ano
Não significa fim de busca
Continuo a procurar-te
Busco -te todos os dias
Procuro-te...
Encontro-te onde não deverias estar
Não te encontro onde deverias estar
E vivo em permanente procura .
Quando te encontrar não sei o que
Vou fazer
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
hora da morte
O sol batia-me nos olhos e cegava-me
o vento suprava-me nos ouvidos e falava-me
as mãos tremiam pelo frio que fazia
e o coração ardia de compaixão...
Éramos poucos ali instalados na imensidão do cemitério
Coloquei a voz para que fosse ouvida por todos
ninguem respondeu e ninguem falou
olhares envergonhados e cabisbaixos..
Pensei naquela vida que ali se despedia
imaginei os 70 anos vividos por aqui, por aí
Pensei nas alegrias e sofrimentos vividos
e perguntei por ti: onde estiveste ?
Por onde andaste? onde te revelaste?
E o meu pensamento foi interrompido
alguém clamou: nem um filho nesta hora".
O abandono de ti imaginado
foi abandono de veras vivido na hora da morte.
E sepultamos aquela vida, sem lágrimas
sem dor nem piedade.
Já a caminho de casa, no meio da confusão da cidade
o meu coração exclamava:
"onde estiveste? onde estas? para onde vás?"