sábado, 22 de agosto de 2015

Nostalgia

Este dia de verao cheira e sabe a outono. Porque finalmente posso parar aqui estou.
Gosto, é bom. Mas ao mesmo tempo tenho medo. Antevejo as tardes de outono e temo nao conseguir aguentar o que sempre gostei: a solidao

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Outrora hoje

De quando em vez invade-me a nostalgia de determinados tempos, cheiros e espaços. Lembro as madrugadas frias e serenas na casa de meus avós. O cheiro a café de mistura tonificava o ar que respirava. E havia orvalho fresco a refrescar a cara. Lembri minha avó velha e curvada sob o peso dos anos. Nao lembro o timbre da sua voz, porque
Nao falava... Apenas olhava e interiorizava. Por vezes chorava.
A frescura da manha era aquecida pelo fumo e  cheiro a carqueja que pairava no ar. Sentia-o mas nao o percebia.  Havia reboličo e havia paz....muita paz.
Essa que perdi e que procuro todos os dias... Mas que sei nunca encontrarei porque estou só... Muito só.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O silencio de Deus

JAqui estou nesta nova fase na minha vida. Se por um lado tudo parece novo, por outro reonheço estes espaços porque eles fazem parte de mim. Ja por aqui andei, ja percorri estas estradas. A novidade esta no fato de agora eu estar mais vazio, mais inseguro e mais debil. Problemas de idade? Nao sera certamente a unica razao.
As coisas, as pessoas, as certezas de outrora parecem agora estranhas e assustam-me. Ha uma certa melancolia que ocupa os espaços outrora preenchidos pela adrenalina e o entusiasmo. Olho à volta e fico por isso assustado. Temo agora o dia de amanha, quando antes ardia no desejo de que chegasse.
E parece que ate Deus se calou.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

viver a vida é....



Interrogo-me seriamente sobre a medida com a qual é avaliada a vida. Sobretudo porque ela se situa no plano da intensidade e não da longevidade ou da sensibilidade. Viver a vida passa muito, senão mesmo tudo, pela profundidade com que se vivem os momentos. Estes valem não tanto pela sua durabilidade quanto pelas emoções que são capazes de suscitar em nós.
Nestes dias finais de Julho e primeiros de agosto deste verão meio chocho, sinto um emaranhado de sensações e sentimentos tão diversos dentro de mim que acabo por ver a vida de forma nova, diferente do habitual.
Tenho medo... mas também tenho paz... parece-me que a verdade está agora mais alcance do que nunca esteve, mas temo encontra-la. E no entanto sempre a desejei e procurei.
Não sei onde isto me vai levar... mas para já sei que o sinto. Veremos.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Amigo fiel

Sombras na luz

O verão tem este condão de ser um tempo de luz, calor e cores garridas e ao mesmo tempo deixa ver o outro lado: a sombra, o negro e o frio. Afinal quanto mais sentimos uma realidade mais e melhor conhecemos o seu contrario.
O verão tambem è ferias. Mas férias pode significar mais trabalho e mais stress. Nao devia ser assim.,.mas é.
Vem isto a proposito dos sentimentos que vou experimentando por estes dias e que se têm revelado muito confusos

sábado, 18 de julho de 2015

Reencontro

Por estes dias iniciei um processo de regressao que me tem levado a um reencontro comigo mesmo.
O que fui e me levou a trilhar os caminhos que hoje percorro, foi esquecido ha algum tempo. Consciente disso vaguei por terras desconhecidas. A embriaguez da paisagem e da novidade fez-me esquecer a razao de estar aqui.
A verdade é que o tempo não foi perdido, pelo contrario. Tudo o que entretanto aconteceu foi marcante e foi construtivo.
Mas havia ca no fundo uma saudade que desembocava em tristeza. Por isso regredi.
Estou agora a trilhar outros caminhos que nao sendo novos estão repletos de novidade. É bom. Mas tenho medo.
Veremos onde atravessaremos a meta. Veremos se la chegamos.