sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Outrora hoje

De quando em vez invade-me a nostalgia de determinados tempos, cheiros e espaços. Lembro as madrugadas frias e serenas na casa de meus avós. O cheiro a café de mistura tonificava o ar que respirava. E havia orvalho fresco a refrescar a cara. Lembri minha avó velha e curvada sob o peso dos anos. Nao lembro o timbre da sua voz, porque
Nao falava... Apenas olhava e interiorizava. Por vezes chorava.
A frescura da manha era aquecida pelo fumo e  cheiro a carqueja que pairava no ar. Sentia-o mas nao o percebia.  Havia reboličo e havia paz....muita paz.
Essa que perdi e que procuro todos os dias... Mas que sei nunca encontrarei porque estou só... Muito só.

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