O frio cortava a pele e gelava as lagrimas; a noite caia mais escura que o habitual; as ruas ficavam desertas e solitarias. E nas janelas brilhavam as luzes das vidas que do lado de dentro se animavam ou aninhavam. Sozinho caminhava no passeio sem receios ou medos de atropelos. E batia o coraçao ao ritmo descontrolado como os passos que dava quando caminhava.
O sino da igreja batia de forma esganada e abafada e o som triste e arrastado fazia-me lembrar de ti. E assim nascia a saudade.
Vaguearam pensamentos nao do que vivemos no passado mas dos que poderiamos viver no futuro.
Lembrei que esse futuro ja nao era possivel e debrucei-me no muro que me separava da imensidao do mar.
Foi ai que sozinho chorei.... O que pensei so eu sei e guardo comigo.
sábado, 29 de agosto de 2015
Saudade
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