sexta-feira, 8 de agosto de 2025

banco da praça II

Ca estamos de novo …
Eu e ela .,
Praça vazia . Noite caindo de forma serena e tranquila . 
Jean Paul Sartre sentava-se no banco de jardim para dizer mal de todos de tudo e da vida . Caia na Nausea que achava ser o Destino da humanidade. E regressava a casa rabujento pessimista e enraivecido. 
Eu sento-me neste banco e ao ouvir as andorinhas a chilrear ao ver as luzes em meia claridade ao sentir esta paz e tranquilidade penso como a vida è bela como gosto de viver e como è tão bom estar aqui e agora. 
A Thalita fareja corre senta-se e de novo se levanta para correr. Parece feliz . Como eu . 
Que bom estar aqui sem ser daqui . Que bom não ter Nausea . 
Creio que Sartre perdeu uma bela oportunidade para ser grato a quem um dia lhe deu a vida e um banco de jardim. 

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

banco de Praça I

Sentei-me no banco da praça.
 Está agora mais calma , porque as ultimas semanas têm sido de constante movimento. Dias longos foram dias de festa. 
Agora os dias já são mais curtos ( já è noite) e a praça voltou ao silêncio . 
Gosto dos dois momentos. Mas prefiro este . 
Agora a praça è minha , e da Thalita, minha companheira. 
Sento-me no banco e solto-a.
Fico a pensar …..
Gosto da noite calma e tranquila. Gosto de ouvir os grilos a cantar ( è assim que se diz?) e gosto de ficar aqui a pensar . 
Hoje è o primeiro post feito aqui… será, espero, o primeiro de muitos em que esplanarei os meus pensamentos, porque penso vir aqui todos os dias . 
Agora estou desejoso que cheguem as noites escuras, frias e silênciosas.
 Veremos . 
Até amanhã . 
Amo esta tranquilidade . 

quinta-feira, 26 de junho de 2025

cúmplices

Há 9 meses entraste  na minha vida de forma abrupta e  impositiva. Confesso que a primeira vez que te vi não me atraíste . Jamais pensei eu ser teu e tu seres minha. (Desculpa).
Depois cruzamo-nos . O mais marcante para mim não foste tu; foram as condições em que te encontrei . Pedi ajuda, desabafei . Alguém me disse para te adotar . 
Revoltado aceitei . 
Lembro o primeiro dia, as tentativas de proximidade . Lembro o teu medo e a minha curiosidade . 
Anuíste e a noite foi já nossa, ainda que á distância. 
A primeira manhã trouxe confiança, a fome abriu o caminho . 
Depois os dias foram aproximando e os momentos foram-se multiplicando . Lembro -os todos . 
Por fim ( o que ainda retenho) as noites passadas no banco de jardim lado a lado em silencio apenas com olhares cúmplices . Lembras? 
Depois is longos e relaxantes passeios a luz da lua… alguns a chuva.  
Contigo fui então feliz . 
Acredito que tu também . 
Agora tudo acabou . Estou so e tu já ca não estás . 
Doi estar so . Quero acreditar que estás em PAZ. 

quinta-feira, 8 de maio de 2025

novo ciclo

Hoje começa um novo ciclo para a Igreja . O futuro é incerto e faz-se de confiança e de fé. 
Chegou o dia e o tempo de também eu regressar ao ciclo da comunicação . Por isso, depois de  longo silêncio , volto a dar vida ( a minha vida) a este blog. 
Passaram alguns anos …. Estou mais velho e mais cego ( quase não vejo o que escrevo) … mas algo me diz que chegou o momento . 
Sem programa sem tema sem imposição aqui estou pura e simplesmente para partilhar . 
Sigo as pegadas de alguém que por estes dias nos vai deixar . Professor, amigo, cúmplice …em sua honra e homenagem regresso .
Estejam atentos 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

eu queria …

Eu queria ser cachorrinho 
Que come as migalhas da tua mesa 
Queria ser mulher indefesa
Que ousa estar contigo um pouquinho 

Eu queria ser como ela audaz 
Tocar-te no manto e ousar pedir 
Sem pensar no que podia de ti vir 
Sabendo apenas que tudo és capaz 

Eu queria ser humilde simples e pobre
Apenas acreditar e confiar em ti 
Sem medo de estar e viver aqui 
Acreditando que teu amor tudo cobre 

Eu queria ser todo teu e só teu
Queria ouvir tua palavra de confiança
Queria acreditar e ter esperança 
Sabendo que es inteiramente meu 

Eu queria ser teu 
Eu queria que fosses meu 


terça-feira, 22 de junho de 2021

sair ou ficar…

Espreitei apontamentos antigos; revi livros de ontem e deixei-me conduzir  pelos sentimentos. 
Na mente reencontrei-te; agora mais distante, mais estranho é mais austero . E tive medo. 
De fato não te falar todos os dias, não te ver e não te reencontrar leva ao desnorte e a solidão . Tenho medo …. Não sei se quero ficar ou se quero continuar longe . 
Preciso de ti….preciso que me indiques o caminho. 

quinta-feira, 17 de junho de 2021

era a noite mais fria

Era a manhã mais fria de todas as manhãs . Acordava sonolento e reflexivo
Olhava a planície que se abria para la da janela
E gritava ao vento o teu nome.
Era a voz mais rouca e amarga de todas as vozes 
Gritava ao vento o t reg u nome 
E ouvia respostas feitas de silêncio 
E a nostalgia assentou arraiais em mim 
Era a dor mais profunda que sentia 
Fechei a janela e voltei a adormecer