segunda-feira, 30 de novembro de 2015

dia seguinte

Os teus caminhos são insondáveis. Dificeis de perceber e entender.
Milhentas perguntas ficam por fazer. E não ha respostas.
Tudo por ti, tudo para ti.
Mas não seria necessário o vazio e a sensação de que tudo perdi.
"Nos deixamos por ti a casa, a familia, os amigo".
E parece que isso não te comove, não te interessa, não te importas.
Ficamos sós... no vazio... sem mais nada...
E o mundo continua a girar. As pessoas continuam a rir.
Seremos loucos? Seremos sábios?
O dia seguinte poderá dizer alguma coisa..
E se não disser, como ficamos?
Onde estas nesta hora tão dificil?
Preciso de ti... e tu ficas no silencio?
Porque? Para que?
Poderas dar-me um sinal, por pequeno que seja?
Fecho-me no meu silencio.
Esta frio... a casa esta vazia... Procuro-te e não estas.
Fico só no vazio e sem saber que rumo tomar.
Irei para longe de ti? Ficarei contigo?
o dia seguinte dirá.

Fim

Lembro o dia em que cheguei... Era domingo a tarde. Pouca gente; festa discreta e ate pouco entusiasta. Dentro sentia grande alegria e expectativa. Estava feliz realizava um desejo e um sonho.
Depois foi a lenta e longa caminhada para fixar nomes e rostos... Vidas. A isso acrescentaram-se os compromissos assumidos. E tudo junto foi tornando a presença mais distante mas mais presa.
Foram anos felizes, mesmo com incompreensoes, perseguiçoes e frustraçoes. Foi bom.
Agora anuncia-se o fim. Mudança, distancia, novidade. Sinto s saudade. Mas sinto tambem a paz. Porque sei que tornei alguem mais livre e mais feliz. Um fim que é um começo.
Agora

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

sem ti nada


Quantas vezes desejei estar contigo?!
Quantas vezes imaginei o reencontro contigo?!
Quantas vezes preparei esse momento a sós contigo?!
Quantas vezes estudei as palavras que deveria dizer-te?!
E apesar de tudo não há sinais de ti.
Não sei onde estas
Não sei para onde vais
Não sei se pensas sequer em regressar.
Interrogo as estrelas do céu
Ausculto os ventos do norte
E leio os sinais dos tempos
Em tudo busco uma razão e uma explicação
Quero compreender o teu silencio.
Mas no fim fico apenas eu e em redor
Faz-se mais silencio.
Não sei nada
Não sou nada
Só sei que sem ti, nada sou.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

onde tu estas...

Onde tu estas renasce a vida e floresce o deserto.
Transforma-se a realidade e renasce a vida.
Onde tu estas, o sol brilha e a luz não se apaga,
Onde tu estas a vida é surpreendente.
E quando tu não estas, a noite assalta-me;
perco-me no deserto e falta-me a vontade de viver.

Onde tu estas sinto-me renovado,
sinto-me diferente,
sinto-me super....
Onde tu estas fica um perfume que me inebria
há uma presença que me domina
Resta um sopro que me anima.

Onde tu estas a vida faz sentido
O futuro não existe
E  passado não aconteceu.
Onde tu estas há apenas o etreno presente.

domingo, 8 de novembro de 2015

So tu sabes

Manha de domingo. Cruzo as ruas da aldeia. Estao vazias. Ninguem para saudar nem mesmo para chatear. Entro na igreja e celebro. Poucos entusiastas. Pouco entusiasmo. Mas celebramos. O quê? Nao sei, creio que ninguem sabe. Mas estamos lá e celebramos. Depois uma maratona de celebraçoes bem preparadas e harmonizadas. É belo, mas parece oco.
Hora de almoço. Paramos. Sem apetite enganamos a fome. Comemos por comer. E o momento mais calmo proporciona um relax e uma reflexao. Agora ha muita gente, movimento e algazarra. E no meio do ruido sei que so Tu sabes a verdade; só Tu conheces a beleza da vida. Como te invejo. Mas eu nao sou tu. Toca o telefone. Mais trabalho, com exigencias e criterios. Tudo como a vontade e o desejo querem. E máis uma vez a verdade escapa, desaparece e foge.
Sinto-me incomodado, sinto-me mal e pergunto afinal onde esta o sentido de toda a manha?! Mais uma vez só Tu sabes.
E o que é triste é que nao dizes nada.
Inicio da tarde... O melhor é esquecer. Dormimos para esquecer. É triste.... A vida é nossa mas SÓ TU conheces a sua verdade.

domingo, 1 de novembro de 2015

A deus

Nao sei o teu nome; nao sei quem es; nao sei de onde vieste e nao sei onde estas nem para onde iras. O que sei é muito pouco. Sei que existes; sei que estas por ai; sei que sentes e que sabes que sei. E sei que os teus caminhos se cruzaram com os meus e caminhamos juntos. Para tras ficavam outras vidas e o horizonte la a frente abria novas esperanças e sonhos. Depois, um dia, outras estradas indicavam outros caminhos e seguimos rumos diferentes. Agora ando perdido e percorro atalhos que levam nao sei onde. Lembro o adeus como o momento em que morri.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Noite escura

Ha sons novos nesta noite. O silencio abafa os ruidos. Houvem-se sons que o dia apaga.
E ha luzes.... Luzes que o dia desconhece.
E assim nasce a paz. Aquela que o dia desconhece. ...
Paz....silencio.... Coraçao. Sim ouve-se o ritmo do coraçao.
E nele uma voz. A tua. Inquietante, intrigante, penetrante, desafiante.
La ao fundo....tao longe..... Uma luz...pequenina e tao envolvente, tao potente.
Obrigado por existires. Obrigado por me iluminares.
Que paz traz este silencio. Sou daqui mas nao estou aqui. Estou aí, nessa luz.