domingo, 30 de agosto de 2015

domingo?

Dizem que tudo nao passou de uma formatacao e que por isso mesmo o que aprendi nao e real. 

Aprendi que o domimgo era o dia do senhor . E como tal era o dia em que, como crente, vivenciava experiencias diferente do quotidiano: os amigos, a familia e os mais solitarios. Momentos de que habitualmente estamos distanciados ou esquecidos. E assim vivi e foi bom.
Hoje e domingo. 

Mas um domingo diferente, estranho, duro, terrivel. Estou so. Nao sei dos amigos, da familia nem dos mais distantes. Parece que todos desertaram e fugiram. E aqui estou eu, sozinho, sem mais ninguem.
Invadem-me a memoria pensamentos e recordacoes de outros domingos. Quando este era o dia mais desejado e esperado. E no meio da diferenca sou invadido pela tristeza e pela dor. A unica saida....chorar. 

E choro porque o domimgo ja nao e o que era e assim fiquei sem alegria, sem paz, sem adrenalina.
Triste?sim. 


Amanha sera segunda feira, nao sei se estarei ca para ver e sentir.



sábado, 29 de agosto de 2015

Saudade

O frio cortava a pele e gelava as lagrimas; a noite caia mais escura que o habitual; as ruas ficavam desertas e solitarias. E nas janelas brilhavam as luzes das vidas que do lado de dentro se animavam ou aninhavam. Sozinho caminhava no passeio sem receios ou medos de atropelos. E batia o coraçao ao ritmo descontrolado como os passos que dava quando caminhava.
O sino da igreja batia de forma esganada e abafada e o som triste e arrastado fazia-me lembrar de ti. E assim nascia a saudade.
Vaguearam pensamentos nao do que vivemos no passado mas dos que poderiamos viver no futuro.
Lembrei que esse futuro ja nao era possivel e debrucei-me no muro que me separava da imensidao do mar.
Foi ai que sozinho chorei.... O que pensei so eu sei e guardo comigo.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Duvidas

novo dia novas experiencias e novas vivencias. Mas dentro de mim o mesmo rebolico, os mesmos sentimentos  e as mesmas duvidas. Sim, tudo o que tenho vivido nos ultimos tempos esta agora transfromado em duvida. Duvidas sobre o passado, sobre o presente e, claro, sobre o futuro. Duvidas sobre mim mesmo, os outos, a verdade e, obviamente, sobre o proprio Deus. Duidas, enfim, que crecem como nuvens de fumo e escondem os fracos raios de sol que as nuvens deixam passar. Duvidas que se transformam em medo, e terminam em pranto e raiva. Duvidas que doem por trazerem consigo a vergonha e por desmascararem a inocencia com que sempre vivi. Afinal eu estava enganado.Afinal eu fui anganado. E o que sempre defendi e acreditei... era mentira... seria?

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

estranhas vivencias

Passam os dias de forma lenta e pachorrente. Nascem raidantes de sol e terminam sem luz e frios. Por vezes, inexplicavelmente, passa-se ao contrario. e no meio de tudo isto aqui estou eu a atravessa-los todos a vive-los todos. Mas como eles tambem eu acordo frio ou quente e adormeco quente ou frio. E tudo porque? apenas porque vivo por estes dias uma experiencia nova, escolhida mas nunca tida. E tudo se torna novo, diferente e estranho. Por vezes temho vontade de parar e desistir. Outras vezes quero ir em frente.
Mas tenho medo. Muito medo. E o inverno quase a chegar.... sera doloroso.

sábado, 22 de agosto de 2015

Nostalgia

Este dia de verao cheira e sabe a outono. Porque finalmente posso parar aqui estou.
Gosto, é bom. Mas ao mesmo tempo tenho medo. Antevejo as tardes de outono e temo nao conseguir aguentar o que sempre gostei: a solidao

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Outrora hoje

De quando em vez invade-me a nostalgia de determinados tempos, cheiros e espaços. Lembro as madrugadas frias e serenas na casa de meus avós. O cheiro a café de mistura tonificava o ar que respirava. E havia orvalho fresco a refrescar a cara. Lembri minha avó velha e curvada sob o peso dos anos. Nao lembro o timbre da sua voz, porque
Nao falava... Apenas olhava e interiorizava. Por vezes chorava.
A frescura da manha era aquecida pelo fumo e  cheiro a carqueja que pairava no ar. Sentia-o mas nao o percebia.  Havia reboličo e havia paz....muita paz.
Essa que perdi e que procuro todos os dias... Mas que sei nunca encontrarei porque estou só... Muito só.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O silencio de Deus

JAqui estou nesta nova fase na minha vida. Se por um lado tudo parece novo, por outro reonheço estes espaços porque eles fazem parte de mim. Ja por aqui andei, ja percorri estas estradas. A novidade esta no fato de agora eu estar mais vazio, mais inseguro e mais debil. Problemas de idade? Nao sera certamente a unica razao.
As coisas, as pessoas, as certezas de outrora parecem agora estranhas e assustam-me. Ha uma certa melancolia que ocupa os espaços outrora preenchidos pela adrenalina e o entusiasmo. Olho à volta e fico por isso assustado. Temo agora o dia de amanha, quando antes ardia no desejo de que chegasse.
E parece que ate Deus se calou.